Dilemas VIII - No Avião
- Marilsa, calma.
- Como assim "calma"?
- A aeromoça disse que voar é seguro.
- Depois daquele acidente da GOL, seguro pra mim são meus dois pés no chão.
- Marilsa, já a gente chega.
- Você já disse isso e não chegamos.
- Mas são só 40 minutos de vôo.
- Mas parecem uma eternidade.
- Aí, tá vendo? Eu sabia que não ia dar certo. Eu falei pra gente ir de ônibus.
- E ficar 7 horas viajando sentado, Marcos? Você pensa que minha bunda é o quê?
- Que bunda?
- Como assim "que bunda", Marcos? Está insinuando que eu não tenho bunda?
- Não, Marilsa, você tem bunda. Eu só quis dizer que...
- "Quis dizer" o quê, Marcos? Por acaso você não está contente com a minha bunda?
- Não, amor, sua bunda é maravilhosa. Está bom assim?
- Você tem sorte que eu estou passando mal de medo, mas a gente termina essa conversa quando descermos.
- O que foi? Está passando mal?
- Estou.
- E nem fala nada?
- Precisa falar? Está vendo como você é lerdo, Marcos. Haja paciência.
- Peraí que eu vou chamar a aeromoça.
- Ah, mas eu sabia.
- Sabia o quê?
- Você esperando uma oportunidade pra chamar a aeromoça.
- Marilsa, só vou chamá-la porque você está passando mal.
- E você vai tirar vantagem, né?
- O quê?
- É sim, Marcos. Pensa que eu não vi o sorriso que você deu pra ela quando a gente entrou?
- Marilsa, nada a ver!
- Nada a ver você querer chamar a aeromoça só porque eu estou passando um pouquinho mal.
- Só queria ajudar.
- Sei. No mínimo a bunda dela deve ser maior.
- Marilsa, claro que não.
- Claro que não? Então você olhou pra bunda dela?
- Não vou nem discutir com você sobre a bunda dos outros.
- Admita, Marcos!
- Ah, quer saber? Passa mal, então!
- Aí, já está estressadinho de novo.
- Claro. Você fica me enchendo a paciência.
- Você que anda sem paciência, Marcos.
- Eu? Sem paciência?
- É, Marcos. Sem contar que eu estou aqui passando mal e você nem pra chamar a aeromoça pra me ajudar...
- Como assim "calma"?
- A aeromoça disse que voar é seguro.
- Depois daquele acidente da GOL, seguro pra mim são meus dois pés no chão.
- Marilsa, já a gente chega.
- Você já disse isso e não chegamos.
- Mas são só 40 minutos de vôo.
- Mas parecem uma eternidade.
- Aí, tá vendo? Eu sabia que não ia dar certo. Eu falei pra gente ir de ônibus.
- E ficar 7 horas viajando sentado, Marcos? Você pensa que minha bunda é o quê?
- Que bunda?
- Como assim "que bunda", Marcos? Está insinuando que eu não tenho bunda?
- Não, Marilsa, você tem bunda. Eu só quis dizer que...
- "Quis dizer" o quê, Marcos? Por acaso você não está contente com a minha bunda?
- Não, amor, sua bunda é maravilhosa. Está bom assim?
- Você tem sorte que eu estou passando mal de medo, mas a gente termina essa conversa quando descermos.
- O que foi? Está passando mal?
- Estou.
- E nem fala nada?
- Precisa falar? Está vendo como você é lerdo, Marcos. Haja paciência.
- Peraí que eu vou chamar a aeromoça.
- Ah, mas eu sabia.
- Sabia o quê?
- Você esperando uma oportunidade pra chamar a aeromoça.
- Marilsa, só vou chamá-la porque você está passando mal.
- E você vai tirar vantagem, né?
- O quê?
- É sim, Marcos. Pensa que eu não vi o sorriso que você deu pra ela quando a gente entrou?
- Marilsa, nada a ver!
- Nada a ver você querer chamar a aeromoça só porque eu estou passando um pouquinho mal.
- Só queria ajudar.
- Sei. No mínimo a bunda dela deve ser maior.
- Marilsa, claro que não.
- Claro que não? Então você olhou pra bunda dela?
- Não vou nem discutir com você sobre a bunda dos outros.
- Admita, Marcos!
- Ah, quer saber? Passa mal, então!
- Aí, já está estressadinho de novo.
- Claro. Você fica me enchendo a paciência.
- Você que anda sem paciência, Marcos.
- Eu? Sem paciência?
- É, Marcos. Sem contar que eu estou aqui passando mal e você nem pra chamar a aeromoça pra me ajudar...